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Amar o Cinema: Martin Scorsese

Segunda-feira, 18.01.10

 

Raramente veremos alguém tão inflamado e transfigurado como Martin Scorsese quando fala de Cinema e dos grandes cineastas do séc. XX. Desta vez foi nos Globos de Ouro 2010 que vi ontem até às tantas.

É realmente enternecedor ver este homem baixinho, de óculos enormes, entusiasmado com o trabalho de restauro dos filmes de Cecil B. DeMille. É esse lado apaixonado pelo Cinema que eu mais aprecio em Scorsese, embora lhe reconheça um enorme talento. Aquele Taxi Driver... o New York, New York... A Cor do Dinheiro... A Última Tentação de Cristo... o comovente Kundun... E, mais recentemente, O Aviador...

Mas no seu trabalho de divulgação do Cinema, do cinema-arte, Scorsese é único! O seu documentário A Personal Journey With Martin Scorsese Through American Movies (1995), por exemplo é, em si mesmo, uma verdadeira obra-prima! Gravei a série, que passou na televisão, quando a RTP2 era um oásis cultural.

Só pelo seu breve discurso sincopado - Scorsese fala aos tropeções, muito rapidamente -, quando foi ao palco receber o Prémio, valeu a pena assistir à cerimónia até ao fim. O Prémio Cecil B. DeMille aqui aplica-se muitíssimo bem!

Também gostei de ver em palco Robert de Niro e Leonardo di Caprio a apresentar o amigo Scorsese e a entregar-lhe o Prémio. Foi um dos momentos mais autênticos e genuínos, de uma cerimónia muito artificial, e apresentada por um humorista inglês sintonizado com a superficialidade de um certo humor americano. 

 

De resto, gostei do breve discurso do realizador alemão Michael Haneke.

E gostei de ver a elegância de Jessica Lange, a destacar-se claramente das outras mulheres. A diferença não estava apenas no vestido, impecável - havia alguns outros vestidos originais -, mas na pose sóbria e amável.

Também gostei de ver na assistência um George Clooney completamente absorvido na causa do Haiti.

 

Tenho falado aqui de paixão e de energia vital. No meu caso, já devem ter reparado que o meu discurso muda logo quando me dedico ao cinema, aos livros ou a outras vozes que descubro na blogosfera.

Hoje a minha descoberta é esta grande surpresa: a amável Equipa do Sapo destaca as_coisas_essenciais. Obrigada. Esta é já uma grande família de bloggers a criar e a comunicar, a reflectir e a trocar ideias.

Que quem por aqui passe se sinta bem recebido, pois n' as_coisas_essenciais há sempre um lugar para todos os viajantes.

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 23:08

Do Tempo das Descobertas: Uma má decisão nunca vem só

Segunda-feira, 18.01.10

 

Do blogue Lavandaria, este post sobre uma má decisão, numa visita a Greenwich que, por sua vez, faz parte de uma saga atribulada e divertida.

 

" Uma má decisão nunca vem só

Aspecto bucólico da zona de Greenwich onde se vai realizar o concurso hípico nos Jogos Olimpicos de 2012

 

Uma má decisão nunca vem só. Se não se revelou grande espingarda viajar até Greenwich quando o Sol já brilhava alto na Austrália, também não foi acertado desembarcar do DLR na segunda estação de Greenwich.

Eu passo a explicar. Das primeiras vezes que viajei no DLR, ele acabava o seu percurso em Islands Gardens, do lado de cá do rio, que posteriormente atravessava a pé, percorrendo depois um túnel (bem mais calmo e seguro que o dos nossos estádios de futebol) até à outra margem, emergindo em Greenwich,  junto a um belo cotovelo do Tamisa, ali onde o velho Cutty Sark está fundeado.

As coisas mudaram muito, no entretanto. O Cutty Sark ardeu (mas está a ser reconstruído, espero que não só veleiro mas também a inolvidável colecção de figuras de proa que albergava no seu bojo). O DLR viu a sua rede muito ampliada e foi dotado de um túnel para vencer o Tamisa. E Greenwich passou a ser servido de duas estações de metro.

O acertado para mim teria sido sair na primeira, junto ao Cutty Sark, já que estou habituado a abordar a localidade que se celebrizou por nos dar a hora (o famoso TMG-Tempo Médio de Greenwich) a partir da margem do rio.

Optei por sair na segunda, a sul do centro e dei por mim, à noite, sem referências, a chover, num subúrbio deserto de uma pequena cidade engolida por Londres algures no seu processo de engorda e transformação numa mega-metrópole. 

As luzes de um pub foram o farol que nos anunciou a salvação para nós, náufragos, por causa de uma decisão desadequada como ir ler A Bola para um café cheio de portistas.

Greenwich, inicio da noite de 4 Dezembro 2009  "

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 14:10








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